Para que piratear? Software livre pode ser usado gratuitamente


Isto porque este tipo de tecnologia segue uma corrente contrária à pirataria, pois pode ser usada gratuitamente por qualquer pessoa e, muitas vezes, baixada direto dos sites oficiais de seus criadores. Além disso, como os programas têm código aberto, permite que outros desenvolvedores façam alterações e aperfeiçoem eles – podendo, em alguns casos, substituir programas proprietários, que ainda custam caro.

Este é o caso, por exemplo, do pacote Office, da Microsoft, com os conhecidos editores de texto (Word), planilhas (Excel) e apresentações (PowerPoint). Apesar do conjunto de programas criados por Bill Gates ainda ser, de longe, o mais usado no mundo, ele conta com concorrentes respeitados, como o chamado Br-Office (www.broffice.org) – a versão brasileira do OpenOffice. O sistema, bastante similar ao da Microsoft, traz uma série de aplicativos gratuitos para escritório, com atualizações periódicas.

\”O OpenOffice.org foi o primeiro produto a trazer os benefícios do software de código aberto a uma grande massa de usuários, distribuindo de forma completamente gratuita ferramentas de produtividade absolutamente essenciais no dia a dia. Traduzido em mais de 30 idiomas, ele está em uso por dezenas de milhões de usuários satisfeitos ao redor do mundo\”, diz o site oficial. Outros programas também tentam diminuir a hegemonia do Office, como o Lotus (www.ibm.com/software/br/lotus), criado pela IBM, e o Google Docs (http://docs.google.com), da Google – ambos pensados por grandes companhias, de olho num mercado que tende a crescer nos próximos anos.

\”A primeira experiência do nosso projeto com computadores aconteceu quando recebemos quatro máquinas do governo federal para montarmos uma pequena ilha de edição e um estúdio. Como todos vieram com Linux, precisamos aprender e nos adaptar à ele. Em pouco tempo, porém, entendemos a importância deste tipo de ferramenta e compramos a idéiade não pagarmos pelas ferramentas. Hoje, fazemos vídeos e álbuns de música totalmente gravados e editados em softwares livres e já pensamos em desenvolver, no futuro, nossa própria plataforma\”, explica Beth de Oxum, coordenadora do ponto de cultura Coco de Umbigada, que fica em Guadalupe (Olinda) e trabalha com produções culturais junto à comunidade.

Nuvens – A internet é a grande responsável por popularizar e ajudar a jogar mais lenha na fogueira do software livre, principalmente com a criação da cloud computing. A chamada computação nas nuvens, em português, disponibiliza programas para serem usados na internet – sem precisar nem ao menos ter que baixar ou instalar aplicativos no computador. Nem sempre o uso destes programas é gratuito, mas na maioria dos casos as pessoas não precisam pagar nada para editar fotos, vídeos, textos. Além disso, podem deixar tudo salvo na própria internet e usar os conteúdos quando estiver em casa, no escritório ou numa lan house.

Grandes empresas, como a Adobe e a própria Microsoft, já disponibilizam na internet versões de seus programas – como o Photoshop (o mais famoso software de edição de fotografias) e o Office (que, por enquanto, permite apenas o compartilhamento de arquivos). Em ambos os casos, contudo, as versões compradas na loja ainda são melhores, mas este parece ser o primeiro passo para transformar a internet numa grande plataforma de softwares, de preferência, livres. (T.M.)

Baixe o Linux de graça

Ubuntu – Uma das versões de Linux mais popular no mundo. Oferece suporte à rede 3G, navegação de arquivos por abas, permite compartilhamento e pode ser instalado direto de um pendrive.

Kurumin Linux – Linux considerado mais simpático e fácil de usar, voltado principalmente para iniciantes e ex-usuários do Windows. Contudo, o projeto foi encerrado no início deste ano e, por ter sido descontinuado, está desatualizado. Por causa disto, a comunidade indica atualmente o Debian Lenny.

Programas para empresas

Linuxstok – O aplicativo pretende funcionar como um programa completo para controle financeiro e de estoque de uma empresa. Pode ser usado em plataformas Linux ou Windows, em diferentes tipos de banco de dados.

Zoho – Um dos primeiros softwares corporativos da web, além de editar documentos, oferece registro de notas, conferência on-line, espaços wiki e outras ferramentas. Há quem diga que é um dos melhores programas do tipo. Em inglês.

Editores

Google Docs – Editor de textos, planilhas e apresentações, com compartilhamento de arquivos. Trabalha integrado ao Gmail, armazena documentos e possibilita disponibilizar tudo on-line (com senha) para ser alterado por outras pessoas. Em inglês.

Picnik – Edita e modifica fotos facilmente (em inglês). A versão gratuita é boa, mas a paga (U$ 24.95 por ano) é mais completa (com mais efeitos, ferramentas e fontes). Opera com ou sem cadastro. Tem ótima interação com álbuns do Flickr, Picasa e Facebook

Fonte: Pernambuco.com
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  1. #1 por João em 26 de outubro de 2009 - 7:58 pm

    Admiro muito os desenvolvedores de software livre, a maioria dos que conheço são competentes e defendem suas causas e motivos até o fim de suas forças.
    Mas o desenvolvimento não é tão praticado se comparado com os softwares pagos e além disso pode não suprir todas as necessidades do usuário.
    Acho que a ferramenta mais eficiente para a extinção da pirataria atual são os downloads, onde você não vende ou comercializa o software de uma impresa (aí não pode financiar o tráfico de drogas, armas e afins assim como a população fala), e antes de poderem contradizerem, digo que existem pessoas que são “verdadeiros usuários” (pessoas conscientes), que simpatizam tanto com um software que acaba tornando-se prazeroso o fato de ter uma cópia legal e original em sua mão.

    Finalizando… Software Livre FTW 😀

    • #2 por carlrobers em 27 de outubro de 2009 - 1:04 pm

      Concordo em partes, é verdade que grande parte do software livre é descartável, alguns por motivos de desmotivação os criadores os deixam e eles entram em desuso, alguns outros por programadores sem experiência, outros por pessoas que querem somente se promover, enfim, mas, existem grandes projetos competentes, a suíte de escritório OpenOffice, o projeto KDE e o Gnome, o Firefox, o SongBird, o Thunderbird, o MySQL, o Eclipse, o VLC, o Gimp, O InkScape, o Apache, estes entre outros, poderia substituir a altura os programas encontrados no Windows por cópias Livres sem problema algum.

      Já o caso de abolir a pirataria, isto é mais complicado, pois, por exemplo, se no Brasil o governo exigisse o fechamento de todas os servers que contem arquivos piratas, tipo servidores de torrent e emule, o que aconteceria, os caras hospedariam seus servidores em outros países, países onde o Brasil não tem tratados, desta forma seria impossível acabar com a pirataria, um exemplo claro disto é o caso do PirateBay http://thepiratebay.org/, esta no ar novamente, mesmo com a milionária multa que os donos receberam, eles só tiraram o server dos EUA, simples assim.

      Veja as matérias:
      https://carlrobers.wordpress.com/2008/10/21/microsoft-anuncia-hoje-seu-dia-mundial-antipirataria/

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